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Programação

Atualizado em 06/06/15 15:41.

 


 

PRIMEIRO DIA – 10 DE JUNHO

Programação da manhã

 

8h00  Inscrição de ouvintes e retirada de material

9h00 – Abertura do Seminário Nacional de Pesquisa em Arte e Cultura Visual.  Local: Centro Cultural UFG (Setor Leste Universitário)

10h00 – Carlos Adriano [ECA - USP]: Arquivos, Afetos, CinePoéticos

Mediação: Carla Luzia de Abreu  [FAV - UFG]

11h30 – Debate com o público

 

Carlos Adriano Jeronimo de Rosa é Pós-Doutor em Artes no Departamento de Comunicação e Semiótica da PUC-SP (sob supervisão do Prof. Dr. Arlindo Machado) e Doutor em Ciências da Comunicação, área Estudo dos Meios e da Produção Mediática, (ECA-USP, 2008, sob orientação do Prof. Dr. Ismail Xavier). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em cinema, atuando principalmente nos seguintes eixos: filme de arquivo e filme experimental. Atualmente desenvolve seu segundo pós-doutorado, na ECA-USP (sob supervisão do Prof. Dr. Cristian Borges).

 

Programação da tarde

 

14h30 – 17h45 – Sessões de comunicação. Local: FAV - UFG (Campus Samambaia)

18h –  Atividade Cultural: Abertura da exposição A infância da arte. Local: Galeria de Arte da FAV - UFG (Campus Samambaia)

 

Encontro com os artistas: Teresa Berlinck, Julio de Paula, Patricia Soto Osses, Seu Osório

 

A infância da arte consiste numa exposição a ser realizada na Galeria da FAV-UFG. Sua proposta é apresentar ao público de Goiânia uma seleção de obras de quatro artistas brasileiros que vem explorar e questionar o tema da memória em seus aspectos mais variados, tanto em sua dimensão mais concreta, tangível, quanto imaterial. A primeira obra intitula-se "Pai dos burros", realizada pela dupla de artistas Teresa Berlinck e Julio de Paula, e que reúne um conjunto de desenhos e uma peça sonora polifônica. A obra "Pai dos burros" reatualiza a questão do folclore a partir do Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo, editado originalmente em 1954 e fruto de um trabalho de décadas. A obra tem caráter enciclopédico e reúne assuntos em torno da antropologia cultural, da etnografia e da tradição popular brasileiras. A segunda obra intitula-se "Missing Names" [Nomes desaparecidos], realizada pela artista-fotógrafa Patricia Osses. Essa obra investiga a questão da transmissão dos saberes, fotografando várias estantes esvaziadas da Biblioteca Nacional de Buenos Aires, dirigida por Jorge Luis Borges em sua época. A artista questiona de modo indireto a questão da transmissão do conhecimento universal, das suas sobras e da experiência do leitor além do suporte impresso. A terceira obra consiste em uma serie fotográfica composta pela artista – fotógrafa Maura Grimaldi, e contempla em sua totalidade mais de 70 fotogramas realizados durante a noite pela cidade de São Paulo. Ensaio este que sempre se coloca em duas vias de interpretação: se por uma lado ele reitera o tema fotografado, por outro ele apresenta nuances e particularidades, tudo como ele diz respeito a certo esvaziamento e obliterando a figura humana. Finalmente, a quarta obra selecionada apresenta o acervo de Seu Ozorinho, que produziu registros sistemáticos de coisas, pessoas e paisagens para que, quando já não existissem, ficasse preservada sua memória. Algum tempo depois, teve acesso a uma pequena câmera de vídeo, o que lhe possibilitou passar ao registro das imagens em movimento, com som. Equipado, também, com um pequeno gravador, ele montou uma estratégia muito própria para produzir registros singulares dos lugares por onde transita, articulando um arquivo trespassado de memórias e afetos, entretecido com a vida da comunidade.

 

20h30 – Retrospectiva do cineasta Carlos Adriano [ECA - USP]. Local: Cine Cultura (Praça Cívica)

 

A obra completa do cineasta Carlos Adriano foi apresentada no Festival Internacional do Rio 2002, no 56o Festival Internacional de Cinema de Locarno 2003 (seção "Cineastas do Presente") e no 16o Festival Internacional de Arte Eletrônica Sesc - Videobrasil 2007. O filme "Remanescências" (1997) foi adquirido pela New York Public Library para integrar sua coleção de obras audiovisuais.  "A Voz e o Vazio: A Vez de Vassourinha" (1998) recebeu o prêmio de melhor documentário no Festival Internacional de Chicago 2000, e foi eleito um dos dez melhores documentários musicais em eleição do Festival É Tudo Verdade 2004 e foi exibido em Nova York, Roterdã, Toronto. No 10º Recine Festival Internacional de Cinema de Arquivo (Rio de Janeiro, 2011), "Santoscópio = Dumontagem" (2007-2008) recebeu o Prêmio de Contribuição à Linguagem Cinematográfica e "Santos Dumont: pré-cineasta?" (2008-2010) o Prêmio de Melhor Direção de longa metragem. Ambos filmes são baseados em sua tese de doutorado "O mutoscópio explica a invenção do pensamento de Santos Dumont: cinema experimental de reapropriação de arquivo em forma digital". "Santos Dumont: pré-cineasta?" também foi exibido no MoMA (New York) e na “Sem Título #1: Dance of Leitfossil” (2013 - 2014) recebeu o Prêmio da Crítica (Prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Cinema) de Melhor Curta Metragem no É Tudo Verdade - 19º Festival Internacional de Documentários, 2014. “Sem Título #2: la mer larme (2009 - 2015) recebeu o Prêmio da Crítica (Prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Cinema) de Melhor Curta Metragem no É Tudo Verdade - 20º Festival Internacional de Documentários, 2015. Recebeu a Bolsa Vitae de Artes (2003), a Bolsa de Doutorado da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 2005-2008) e a Bolsa de Pós-Doutorado da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 2012-2014). É Pós-Doutor em Artes no Departamento de Comunicação e Semiótica da PUC-SP (sob supervisão do Prof. Dr. Arlindo Machado) e Doutor em Ciências da Comunicação, área Estudo dos Meios e da Produção Mediática, (ECA-USP, 2008, sob orientação do Prof. Dr. Ismail Xavier). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em cinema, atuando principalmente nos seguintes eixos: filme de arquivo e filme experimental. Atualmente desenvolve seu segundo pós-doutorado, na ECA-USP (sob supervisão do Prof. Dr. Cristian Borges).

 

 

Programa 1 (77 min 36 seg)

"Santoscópio = Dumontagem” (2007-2009; 35mm/digital; Dolby Digital 5.1; 14 min 31 seg)

“Santos Dumont pré-cineasta?” (2007-2010; digital; 63 min 05 seg 07 fotogramas)

 

 


 

SEGUNDO DIA – 11 DE JUNHO

Programação da manhã

 

9h – 12h – Mesa redonda + debate. Local: Centro Cultural UFG (Setor Leste Universitário)

9h – Priscila Almeida Cunha Arantes [PUC - SP]: Reescrituras da arte contemporânea: Arquivo como obra e obra como arquivo

10h – Nilda Guimarães Alves [UERJ]

Mediação: Raimundo Martins  [FAV - UFG]

 

Priscila Almeida Cunha Arantes é historiadora, critica, curadora e pesquisadora no campo da arte contemporânea e gestora cultural. Professora do Mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi, ela coordena o grupo "Design, Arte e Memória: perspectivas contemporâneas". Professora de graduação e pós-graduação da PUC/SP desde 2002, ela atua nos cursos Arte: História, Crítica e Curadoria, Tecnologia e Mídias Digitais e Artes do Corpo. É diretora e curadora do Paço das Artes desde 2007, membro do CAA (College Art Association/USA) e da ANPAP (Associação Nacional de Artes Plásticas). Atualmente integra o grupo de pesquisa História, Arte, Crítica e Curadoria e o Conselho Editorial do Journal of Science and Technology of the Arts (Portugal). Priscila Arantes é autora de "Arte @ Mídia: perspectivas da Estética Digital" (Senac / FAPESP), finalista do 48° Prêmio Jabuti (2006), do livro "Conexões Tecnológicas, Estéticas tecnológicas: novas formas de sentir" (EDUC/SP), entre outras publicações. Entre suas curadorias destacam-se o Projeto 5X5: Patrick Hamilton (Paço das Artes) , Bia Medeiros: trajetórias do corpo (Caixa Cultural /RJ e BSB), I/legítimo: dentro e fora do circuito (Museu da Imagem e Som). Em 2010 integra o Conselho Editorial da Revista do Polo de Arte Contemporânea da Bienal Internacional de São Paulo.

Nilda Guimarães Alves é doutora em Ciências da Educação, pela Université de Paris V (René Descartes) (1980) e pós-doutora no INRP (1989). Atualmente, é professora titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, atuando na graduação e na pós-graduação (ProPEd), onde coordena o Laboratório Educação e Imagem. É líder do grupo de pesquisa "Currículos, redes educativas e imagens". Organizadora de coleções e séries (Cortez, DPA e DPetAlli), ela tem experiência na área de Educação, com ênfase em currículos, atuando principalmente nos seguintes temas: cotidianos e currículos; tecnologias, imagens e narrativas

  

Programação da tarde

 

14h30 – 18h Sessões de comunicação. Local: FAV - UFG (Campus Samambaia)

18h30 – Atividade Cultural: lançamento de livros. Local: FAV - UFG (Campus Samambaia)

 

20h30 Retrospectiva do cineasta Carlos Adriano [ECA - USP]. Local: Cine Cultura (Praça Cívica)

 

Programa 2 (65 min 43 seg)

“A Voz e o Vazio: A Vez de Vassourinha” (1997 - 1998; 35mm; 16 min)

“Das Ruínas a Rexistência” (2004 - 2007; 35mm / DV Cam / 16mm; 13 min)

“Sem Título #2: la mer larme (2009 - 2015; digital; 31 min 13 seg)

“Sem Título #1: Dance of Leitfossil” (2013 - 2014; digital; 5 min 30 seg)

 

 


 

TERCEIRO DIA – 12 DE JUNHO

Programação da manhã

 

9h – 12h – Mesa redonda + debate. Local: Centro Cultural UFG (Setor Leste Universitário)

9h – Mario Ramiro [ECA-USP]

10h – Anne Bénichou [Université du Québec à Montréal]: Chorégraphier des histoires de l’art de la performance. Moments. A History of Performance in 10 Acts.

11h – Joaci Pereira Furtado [UFF]: A morte da biblioteca? O lugar do livro e do leitor na era da dispersão

Mediação: Anahy Mendonça Jorge  [FAV - UFG]

 

Mario Celso Ramiro de Andrade é graduado em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (1982), mestre em Arte e Mídia pela Kunsthochschule für Medien Köln [Escola Superior de Arte e Mídia de Colônia, na Alemanha] (1997) e doutor em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo (2008). É professor do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-graduação da Escola de Comunicações e Artes da USP. Artista multimídia, sua produção inclui a criação de redes telecomunicativas, fotografias, esculturas, instalações ambientais, intervenções urbanas [destaque para sua participação no grupo 3Nós3 entre 1979 e 1982] e arte sonora.

Anne Bénichou é historiadora e teórica da arte contemporânea. Professora no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Ottawa (2001-2007), ela integrou depois a Escola das Artes Visuais e Midiáticos da UQAM [Université du Québec à Montréal]. Suas pesquisas tratam dos arquivos, das formas memórias e dos relatos históricos nascidos das práticas artísticas contemporâneas e das instituições que os preservam. Investigou um estudo sobre as obras em forma de coleção, de arquivos e de museus fictícios. Investiga atualmente as novas formas de documentação e de transmissão das obras contemporâneas efêmeras, e suas incidências sobre as práticas institucionais e sobre a escrita das histórias da arte. Publicou por conta da Rede Canadense de Informação do Patrimônio "Les normes de documentation en art contemporain" [As normas de documentação em arte contemporânea] (1993), e publicou, em  coautoria, o "Thesaurus multilingue des objets religieux" [Thesaurus multilíngue dos objetos religiosos] (1999).

Joaci Pereira Furtado é doutor em história social pela Universidade de São Paulo (2001). Autor de livros didáticos e paradidáticos de história geral e do Brasil, ele organizou a edição das "Cartas chilenas" de Tomás Antônio Gonzaga (Companhia das Letras). Sua dissertação de mestrado, "Uma república de leitores: história e memória na recepção das 'Cartas chilenas' (1845-1989)", publicada pela Hucitec, recebeu os prêmios Moinho Santista Juventude 1996 (hoje Prêmio Bunge Juventude) e Jabuti 1997 (categoria Ensaio e Biografia; 3°. colocado). Ele foi editor de literatura e ensaio da Globo Livros (2001-2010), e dos selos literários Tordesilhas e Tordesilhinhas da Alaúde Editorial Ltda. (2010-2012). Atualmente, ele é docente do Departamento de Ciência da Informação do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense.

 

Programação da tarde

 

14h30 – 18h  Sessões de comunicação. Local: FAV - UFG (Campus Samambaia)

 

20h – Performance de Luanna Jimenes. Local: Centro Cultural UFG (Setor Leste Universitário)

 

Encarnado é uma performance que surge do tema da ancestralidade do brasileiro deformada pela colonização seguindo três subtemas: a sexualidade, o trabalho e a religião. Em Portugal, durante sete meses em Lisboa e três meses em residência artística na Vila de Ourique no Alentejo, foi possível agregar pesquisa teórica em antropologia e etnologia à experiência do encontro com pessoas e lugares. A performance estabelece o corpo ora como um objeto no espaço, descaracterizado da forma humana pelo figurino, ora retomando características humanas. A performance tem duração de 40 minutos em que o corpo em cena, no limite da presença, recria narrativas e paisagens agregando camadas ao devaneio sobre as origens.

 

21h – Encerramento do seminário. Concerto / Vídeo projeção DJ CRACA [Felipe Julian] / Sandra Ximenez. Local: Centro Cultural UFG (Setor Leste Universitário)

 

CRACA é o crustáceo marinho que que virou produtor musical. Teve o exoesqueleto calcificado em uma forma cônica logo antes da adolescência. Geralmente escolhe substratos rochosos para sua performance, mas pode fixar-se também a fundos de embarcações ou palcos de festivais. Sua música é um híbrido eletrônico de genes brasileiros manipulados e cruzados com genes étnicos de nações indefiníveis. Pode ser classificado como um som Eletro-pista-worldbeat-folk-brazuca-acid-dance.

Apesar de transmutado em personalidade DJ, a musica de CRACA é SEMPRE executada na hora, assim como a projeção de imagens de micro-organismos oceânicos que compõe a transmidiática narrativa de sua vida e legado séssil. A performance audiovisual CRACA é o adulter-ego de Felipe Julián, mais conhecido pela sua atuação como produtor de trilhas para teatro, dança, vídeo e como integrante do Projeto Axial, junto com a cântaro e compositora Sandra Ximenez.

 

 

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